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Em
expansão desde 1997, o mercado de água mineral
seguiu a mesma tendência em 2007 e apresentou crescimento
de 9% em relação ao ano anterior. Os dados da
Abinam (Associação Brasileira da Indústria
de Águas Minerais) mostram que o volume produzido já
é de 6,8 bilhões de litros ao ano.
O crescimento do mercado na última década é
um dos mais significativos dentro do segmento de bebidas.
Há 11 anos eram consumidos apenas 2,1 bilhões
de litros. Em 2001, esse número já havia mais
do que dobrado, ultrapassando os 4,3 bilhões de litros.
"Nosso mercado é extremamente promissor e deve
continuar em crescimento também em 2008", avalia
o presidente da Abinam, Carlos Alberto Lancia.
Esse atual cenário de crescimento sustentado tem relação
com a evolução histórica do produto e
de suas embalagens. Em 1968, a empresa Indaiá, do Distrito
Federal, lançou o garrafão de vidro de 20 litros,
que possibilitou a ampliação do mercado. A água
mineral engarrafada deixava de freqüentar apenas casas,
bares, lanchonetes e restaurantes para estar também
presente em indústrias, lojas e escritórios.
No início da década de 70, mais uma novidade
no quesito embalagem para água: as garrafinhafacilitou
o transporte e até o manuseio do produto pelo consumidor
final.
Esses fatos contribuíram para o alavancamento do setor
a partir de 1972. O ritmo de crescimento ganhou velocidade
com a produção do garrafão de plástico
(policarbonato) pela Van Leer, em 1979. O novo garrafão
sinalizou o desenvolvimento da indústria plástica,
que passou a oferecer os mais diversos produtos (PVC, PP,
PS e PET) com diferentes capacidades, abrindo novas possibilidades
ao setor de água mineral e potável de mesa.
Hoje o garrafão (10 e 20 litros) responde por 60% do
volume total da água mineral comercializada no País
devido a sua praticidade que ganhou espaço em residências,
empresas e escolas.
Atualmente, a região Sudeste é responsável
pela maior parte da produção, com 54% de participação.
O Estado de São Paulo, principal produtor, tem 39%
do mercado nacional. Já o Nordeste conta com 24% da
fatia do bolo.
A principal reivindicação do mercado é
relativa aos impostos. A alta carga tributária agrega
um valor muito elevado ao produto. "Em um copo de água
estão embutidos 41,5% em impostos. Isso não
acontece em outros Países", ressalta Lancia.
Vendas
externas
De acordo com pesquisa realizada pela Secretaria de Comércio
Exterior (SECEX), o Brasil exportou 801,6 mil litros de água
mineral em 2006, um volume 317% superior ao registrado em
2005. Nesse período, o País importou 737 mil
litros de água mineral, fazendo com que pela primeira
vez as exportações fossem superiores às
importações.
Segundo o levantamento da Secretaria, o Brasil alcançará
até 2014 cerca de dois bilhões de litros exportados,
números equivalentes a quase 30% da produção
atual. Outro recorde também aconteceu com relação
à receita, que alcançou um aumento de 241%,
com US$ 288,2 mil em 2006. Já em faturamento, as vendas
externas perdem para as importações com US$
604,7 mil em 2006.
Atualmente, o mercado mundial de águas tem como seus
principais consumidores a China e também os Estados
Unidos. Esse mercado movimenta quase 180 bilhões de
litros de água.
Especialistas apontam que, para o Brasil, as perspectivas
de crescimento para o setor nos próximos anos são
realmente animadoras, uma vez que o País tem o maior
potencial de mananciais de água mineral do planeta.
Devido aos problemas climáticos e a falta de empenho
dos Países ricos em resolvê-los, o Brasil poderá
ter papel importante no cenário mundial de águas
envasadas.
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