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Qualidade do produto mantém o crescimento do mercado

 

O mercado brasileiro de cachaça manteve o ritmo de crescimento constante dos últimos anos. O Brasil conta hoje com um importante mercado de destilados, liderado, é claro, pela bebida genuinamente nacional: a cachaça, que representa cerca de 80% do segmento. O consumo anual de destilados no País é de cerca de 1,8 bilhão de litros e o faturamento chega a US$4 bilhões, metade do total do segmento. A outra fatia do bolo é dividida pelos demais destilados: conhaque, uísque, vodca, rum, gim, vermute e licores.

Para se ter uma idéia, a produção de cana-de-açúcar no Brasil, somente para a fabricação de cachaça, chega a 10 milhões de toneladas por ano, o equivalente a uma área plantada de 125 mil hectares. Em todo o País, cerca de 35 mil produtores são responsáveis pela fabricação e engarrafamento da bebida em um universo de mais de cinco mil marcas.

A produção de cachaça de alambique está estimada em 30% (em torno de 540 milhões de litros). Esse volume põe a cachaça como a terceira bebida destilada mais consumida no mundo, perdendo somente para a Vodka e o Soju.

Depois da cerveja, a cachaça é a segunda bebida alcoólica mais consumida. São Paulo é o maior produtor de cachaça industrial. Minas Gerais é o Estado mais especializado na produção de cachaça artesanal.

No entanto, o setor continua na busca de alternativas. Uma delas foi criada em novembro de 1997. O PBDAC (Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Cachaça), elaborado por produtores que representam 85% do setor com participação do governo federal, nasceu com três objetivos básicos: valorizar a cachaça como produto genuinamente nacional, organizar o segmento de cachaça para a disputa do mercado exterior e dar suporte técnico e comercial.

O mercado para cachaça engarrafada no Brasil é dividido entre os segmentos popular e premium. A aguardente popular é acondicionada em garrafas de 600 ml. Esse segmento corresponde por 28,6% do mercado total. Já o premium conta com, aproximadamente, 31% do setor. Nesse caso, a bebida é acondicionada em garrafas de 970 ml ou 1 litro.

Exportação – De acordo com a Associação Mineira dos Produtores de Cachaça de Qualidade (Ampaq), a exportação brasileira de cachaça é uma promessa que vem se realizando aos poucos. Dos 2,1 milhões de litros exportados em 1983, houve um salto para 5,9 milhões em 1993, com um valor de US$8,4 milhões. Nos últimos anos, vem se verificando uma média de crescimento na ordem de 10% ao ano. Em 2001, as exportações foram fechadas em onze milhões e cem mil litros, o que representa aumento de 33% ao ano em relação à meta de exportação do setor.

Até o final dessa década, a expectativa dos produtores é de crescimento acelerado das exportações, que poderão chegar a 50 milhões de litros do produto. Atualmente, a exportação da bebida representa apenas 0,8% da produção total da cachaça. Em 2010, a perspectiva é de atingir 4% da produção nacional com destino ao mercado externo.


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