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Mercado competitivo

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2007) mostram que no 2º trimestre de 2007 as indústrias brasileiras adquiriram 3,9 bilhões de litros de leite, um aumento de 2,3% no volume captado frente a igual trimestre do ano anterior. No ano, o avanço foi de 4,3% na comparação com 2006.


De acordo com a ABLV (Associação Brasileira do Leite Longa Vida), a maior parte do segmento nesse setor é composta atualmente pelo leite longa vida, esse tipo de bebida representa 75,8% do mercado.


O crescimento também se estendeu para a forma de pagamento do leite. Agora o produtor recebe pelo volume de produção e qualidade do produto, norma estabelecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) através da Instrução Normativa 51/2002.


Entre as empresas, a disputa é bastante acirrada. Para não ficar para trás, a Parmalat apresentou em 2007 diversas novidades em sua linha de leite, como o Zymil (fácil digestão), o Fibresse (com fibra funcional) e o Physi-cal (com cálcio extra). Além desses, fazem parte desse novo conceito o Extra Premiun (gourmand) e Dietalat (0% gordura). Segundo o instituto ACNielsen, a Parmalat viu sua participação em receita passar de 8% para 12,7% do mercado em relação a julho de 2006, somente com o reposicionamento no varejo. Em volume, a fatia da empresa é de 11,3%.


O setor de leites especiais representou cerca de 15% dos quase R$ 1 bilhão que a companhia faturou em 2006, por isso a Parmalat pretende aumentar a venda de leites especiais, segmento de maior rentabilidade, que custam de 15% a 70% mais que o leite comum, aproveitando assim o reposicionamento no mercado.


A Elegê, além da linha Kids, vem apostando em embalagens para famílias menores e solteiros, com a nova nata de produtos em embalagem 200g, para que essas pessoas possam consumir os produtos da empresa em poucas quantidades. É um novo nicho a ser explorado no Brasil, já que cresce a cada dia as ofertas de produtos e serviços para solteiros e para quem consome individualmente.


O mercado para solteiros é promissor não só pelo aumento gradativo desse grupo de pessoas, como também pelo crescimento das preferências e criações de hábitos individuais e bem particulares. Pesquisas do IBGE indicam que o número de solteiros no Brasil gira em torno de 74 milhões, a maioria localizada na região Sul e Sudeste do País.


Já a Vigor aposta na tradição para fazer frente a sua principal concorrente, no caso, a Parmalat Brasil. E para não perder a rival de vista, a empresa sabe que precisa manter seu nível de qualidade alto.


Enquanto isso, a Nilza vem absorvendo um mercado cada vez maior. Atualmente, a fabricante possui sede industrial localizada em Ribeirão Preto, interior do Estado de São Paulo. A empresa, que até o final de 2004 era formada por sete cooperativas associadas e tinha a razão social de Cooperativa Central Leite Nilza, vivenciou uma fase de reformulações internas e novas negociações.


Essa mudança estratégica redefiniu sua postura perante o setor lácteo, sem alterar os preceitos originários e atendendo a todos os aspectos de sua filosofia cooperativista. Com isso, em 2006 a organização deixou de ser cooperativa e assumiu a condição de sociedade empresarial, liderada pelo empresário Adhemar de Barros Neto.


Hoje, a empresa é líder no segmento de leite UHT no mercado paulista. Seu desenvolvimento tem sido comprovado ano a ano com números e gráficos de crescimento - resultado de uma gestão baseada na qualidade, no incremento de tecnologias e técnicas com aprimoramento da produção de lácteos nos últimos anos.

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