Voltar para pagina inicial
 
 

Danone entra no mercado de água mineral no Brasil

No Brasil, a Danone é conhecida pelos seus iogurtes, tanto que a marca virou sinônimo do produto. Mas no mundo, além dos "danones" a empresa é também a líder mundial em água mineral, com marcas famosas como Evian e Volvic. Agora o grupo francês está dando o primeiro primeiro passo para ganhar espaço no setor de águas minerais também no Brasil: a aquisição da Icoara Indústria de Águas, de Jacutinga (MG).


A Icoara (que significa água pura da fonte, em tupi-guarani) pertencia a Caio Eduardo Monteiro da Silva, empresário de Campinas (SP), que há dois anos investiu R$ 10 milhões para fundar a empresa, com sócios, para engarrafar água mineral e produzir uma das únicas marcas de águas aromatizadas com autorização oficial para ser denominada "mineral" no país. A empresa comercializava o produto nas versões limão, framboesa, uva, abacaxi e tangerina. O faturamento no ano passado da Icoara ficou ao redor de R$ 300 mil. Fontes ligadas à prefeitura de Jacutinga disseram que o negócio com a Danone foi fechado por aproximadamente R$ 8 milhões.


Até aqui, as cifras são singelas. Mas a aquisição é crucial para a Danone continuar expandindo sua divisão de águas, praticamente estável na Europa. Segundo o relatório de resultados da multinacional divulgado na quarta-feira, o resultado financeiro dos primeiros nove meses do ano, de 2,247 bilhões de euros, "desapontou". Houve crescimento de 5% no terceiro trimestre de 2008 (comparado ao mesmo trimestre de 2007) em volume, mas queda de 2% em valores, devido à retração no mercado europeu. Fora da Europa, onde a divisão tem 60% de seus faturamento, a coisa muda. Principalmente na América Latina, mais especificamente no México e na Argentina, as águas da Danone cresceram em volume e valor entre 15% e 19%. Daí a necessidade de expandir para o Brasil.


Aqui, o mercado de águas minerais cresceu 26,67%, entre 2003 e 2007, passando de R$ 1,5 bilhão de litros para R$ 1,9 bilhão. Em valores, o salto, entre 2003 e 2007 foi de 57,16% movimentando R$ 1,2 bilhão, segundo dados Nielsen. Conforme as empresas do setor, as estimativas são maiores. O mercado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não-Alcoólicas (Abir), pulou de 1,5 bilhão de litros em 1995 para 6,2 bilhões em 2006. Em 2007, alcançou 6,6 bilhões. Neste verão, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam), as vendas do produto no período devem ter alta recorde entre 30% e 40%, em comparação com as da mesma estação em 2007.


Outro atrativo para a Danone é que esse mercado tem potencial para dobrar de tamanho, somente em águas (sem sabor), uma vez que o produto é consumido por apenas 50% da população. O consumo per capita hoje é da ordem de 33 litros por habitante ao ano.


Mas a Danone não quer apenas ficar em águas, com gás ou sem gás. O plano maior seria entrar já no ano que vem no segmento de "saborizadas minerais", bem pouco explorado no Brasil (onde a maior ênfase fica com os refrigerantes com menor gaseificação e sabor mais leve).


A marca adotada pela Danone, que já iniciou campanha publicitária no rádio e TV na região de Jacutinga e no interior de São Paulo, não serão as internacionais Evian e Volvic, mas sim "Buona Fonte". Ainda segundo fontes ligadas à prefeitura de Jacutinga, a produção da Iacora, já assumida pela Danone, deve passar ainda este mês de 600 mil unidades diárias para 3 milhões.


Fonte: Valor Econômico

<< Home

 

 
Informativo Indústria de Bebidas - Gratuito por e-mail
Cadastre-se:

 


FC Santos Editora e Eventos