Voltar para pagina inicial
 

 
Setor marcado pela estabilidade

 

Foram 13.661.293 bilhões de litros consumidos em 2007. Com esse número, o mercado de refrigerantes brasileiro registrou um crescimento de quase 5% na comparação com o ano retrasado e se manteve em um mar de calmaria. O índice de evolução do segmento é praticamente o mesmo do PIB brasileiro no período.


"Esse resultado era esperado, já que acompanhou o crescimento do Produto Interno Bruto", salienta Paulo Mozart, diretor-executivo da ABIR (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas).


A participação de mercado das principais empresas do setor foi outro sinal de que não houve mudanças significativas no cenário dos refrigerantes. A Coca-Cola manteve sua supremacia com 56% de market share. Em segundo e terceiro lugares continuam, respectivamente, a AmBev, com 17,1%, e a Schincariol, com 2,9%. As demais fabricantes somadas representam 24% do mercado.


Os percentuais de participação das embalagens também refletiram a tendência de estabilidade no segmento. O PET continua soberano com 80,1%, enquanto o vidro representa 11,9% e a lata 7,8%.


A única surpresa, e boa, por sinal, foi o desempenho acima do esperado da categoria de refrigerantes de baixa caloria. Esses tipos de bebida representam, segundo os dados da associação, por volta de 8,7% do total produzido.


A expectativa da ABIR é que, nesse ano, haja um crescimento ligeiramente superior de todo o mercado, na casa dos 6%. "É um segmento de altíssimo potencial, apesar da alta carga tributária, que gira em torno de 39%. Mesmo com esses percalços, o mercado segue extremamente otimista", destaca Paulo Mozart.

Isotônicos e energéticos

Enquanto isso, o mercado de energéticos e isotônicos vem crescendo muito nesses últimos anos e a tendência para 2008 é de um avanço ainda mais significativo. A GlobalBev, por exemplo, está acelerando sua expansão após comprar o isotônico Marathon, que já chegou a vender 20 milhões de garrafas por ano e apresenta um recall que chega a 40% dos consumidores.


Recentemente, a empresa fez uma parceria com o empresário João Paulo Diniz para produção, venda e distribuição do energético Flying Horse. "Agora, poderemos fazer mais investimentos na marca, que também é nossa", diz Bernardo Fernandes, sócio da GlobalBev. A empresa vende 5 milhões de unidades de Flying Horse por ano e a meta é dobrar até o final de 2008.


A Red Bull segue na liderança de vendas do mercado. Em 2006, vendeu mais de 3 bilhões de latas de isotônico em todo o mundo. A companhia está presente em 130 países e a comercialização da marca cresceu 22,9%. De acordo com a empresa, o aumento se deve, principalmente, ao bom desenvolvimento de mercado, como o do Leste Europeu (53%) e da América do Sul (31%).


O mercado brasileiro consome aproximadamente 74,3 milhões de latas de energéticos por ano, movimentando mais de R$ 508 milhões. A Red Bull é líder nas sete áreas Nielsen que, de acordo com sua última pesquisa, detém 64% de market share.


Já a multinacional Coca-Cola, para não ficar para trás, introduziu uma inovação no mercado de energéticos lançando sua Burn Energy Drink em embalagem de vidro. Novidade essa destinada ao público jovem, um modo de se diferenciar dos concorrentes apostando na estratégia de elevar o produto a categoria de bebida premiun e criando um novo conceito de produto nessa categoria.


No Brasil, Burn é a segunda marca da categoria de bebidas energéticas do mercado, representando cerca de 16% do total de vendas da categoria. Na Europa, principalmente na Espanha, Burn é uma marca forte, tendo 25% de participação do mercado daquele País e sendo líder na Turquia e Ucrânia, onde conquistou 80% participação de mercado no período de um ano.

 

<< Home
 

 

 
Informativo Indústria de Bebidas - Gratuito por e-mail
Cadastre-se:

 

FC Santos Editora e Eventos