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Setor de suco: em alta e mais disputado

 

Nos últimos anos o mercado de sucos prontos no Brasil cresce a taxas de dois dígitos e em 2006 chegou a expressiva expansão de 16,5% na comparação com 2005. Os dados da ABIR (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas) mostram que no ano retrasado foram consumidos mais de 388 milhões de litros da bebida contra 333 milhões de 2005. Em maio de 2007 o setor já apresentava taxa de crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.


Os números dos associados da ABIR entre abril/ maio de 2006 e 2007 destacam o acirramento do setor, que conta com a Del Valle como líder (19% do mercado). Mas a concorrente Coca-Cola está se aproximando. Com as suas marcas Minute Maid Mais e Kapo (essa voltada para o público infantil), a companhia já abocanha 16,5% de participação.


A Schincariol é outra que tem preocupado a líder. Registra uma média de 4,1% do mercado no período com sua marca Skinka. No bimestre fevereiro/ março de 2007 a empresa de Itu, no interior de São Paulo, chegou a ter quase 6% de mercado.


No último ano a segunda em cervejas no País decidiu ampliar também sua linha de sucos. Renovou sua linha Skinka e lançou Fruthos, na categoria néctar, que promete ser o novo carro-chefe do setor da companhia. O lançamento de Fruthos incrementa um mercado que em 2006 movimentou cerca de R$ 1 bilhão, de acordo com dados do instituto ACNielsen.


"O lançamento da linha Fruthos demonstra a confiança do Grupo Schincariol no mercado brasileiro. Acreditamos que há muito a agregar ao nosso portfólio. O lançamento vem incrementar uma extensa linha de produtos que já é sucesso entre os consumidores", afirma Marcel Sacco, diretor de marketing do Grupo Schincariol.


Expectativa - Mesmo com o avanço dos concorrentes, a Sucos Del Valle segue investindo e confiante nos próximos anos. Os objetivos da companhia são manter a liderança de mercado e desenvolver o consumo do mercado de sucos prontos no Brasil. "Hoje, o índice de consumo per capta no ano, por habitante, não supera os 2 litros. Na Europa, por exemplo, a média é de 40 litros", destaca Roberta Morelli, diretora de marketing da Sucos Del Valle.


No entanto, assim como nos outros setores da indústria de bebidas, a alta carga tributária também afeta o mercado de sucos. "Falta incentivo governamental para tratar essa categoria como alimento, sendo a carga tributária um dos principais fatores que fazem com que o produto chegue mais caro ao consumidor. Com uma redução do ICMS, nas alíquotas de PIS e Cofins, além de isenção de IPI, o produto teria uma redução no preço de venda ao varejo", esclarece Roberta Morelli.

 

 
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