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Marcas premiadas

Os vinhos e espumantes nacionais têm conquistado importantes resultados nos últimos anos nos concursos internacionais. E os produtos continuam recebendo prêmios no exterior. Dessa vez foi no VinAgora International Wine Competition 2008, realizado de 4 a 6 de julho em Budapeste, na Hungria, reunindo 554 amostras. O concurso tem a patronagem da Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE), sendo também um sócio ativo da Federação Mundial dos grandes concursos internacionais de vinhos e licores (VINOFED).


Na ocasião foram três medalhas: uma de ouro para o Casa Valduga Cabernet Sauvignon Premium 2005, a Casa Valduga Vinhos Finos, e outras duas de prata para o Courmayeur Espumante Moscatel 2008, da Vinícola Courmayeur, e o Miolo Cuvée Giuseppe 2004 , da Vinícola Miolo.


Já a Salton foi destaque da 5ª edição do Concurso Nacional de Vinhos Finos, organizado pelo Concurso Mundial de Bruxelas, e o top Salton Talento 2004 foi a estrela da noite de premiação, com a conquista da Grande Medalha de Ouro, maior distinção do concurso. "Esse prêmio reforça o posto de melhor tinto nacional ocupado hoje pelo Salton Talento", afirma o presidente da vinícola, Ângelo Salton.
Com um total de nove medalhas, a Salton comemora o fato de ser a vinícola mais premiada do concurso e destaca ainda as medalhas de ouro para o Salton Séries Cabernet Franc, Salton Desejo Merlot e Salton Volpi Pinot Noir 2007. A vinícola ainda ganhou cinco medalhas de prata, com o Salton Volpi Chardonnay, Salton Poética, Salton Espumante Demi Sec, Salton Reserva Ouro e Salton Brut.


Centenas de amostras de todo o Brasil foram avaliadas por 14 jurados especializados oriundos de países como Bélgica, França, Alemanha, Portugal, Estados Unidos e Brasil. O evento de premiação foi realizado na noite de 12 de agosto, na Villa Europa/Spa do Vinho, em Bento Gonçalves.


A qualidade da produção brasileira tem recebido um reconhecimento cada vez maior nos concursos internacionais. Em 6 anos, foram cerca de 1800 medalhas conquistadas no exterior.

Movimento

O Movimento em Defesa da Uva e dos Vinhos do Brasil começou a promover em julho, em Porto Alegre, uma grande manifestação pública. Ameaçados de não ter como absorver a safra de 2009, cerca de 4,5 mil pessoas, entre produtores de uva e de vinhos juntamente com lideranças setoriais, prefeitos, secretários municipais e vereadores de municípios dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina foram às ruas da capital gaúcha. Durante o dia 4 de julho, os manifestantes cobraram providências das autoridades visando assegurar a sobrevivência do setor, que garante emprego e renda há mais de 100 mil pessoas em todo o Brasil, sendo 20 mil famílias só da Região Sul do País.


As lideranças também avaliam a possibilidade de promover uma manifestação pública, a exemplo da realizada em Porto Alegre, na capital federal. De acordo com o presidente da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, o Brasil é o único País do mundo onde o consumo de vinho importado é maior do que o de vinho nacional. "Temos vinhos excelentes, mas aqui o vinho brasileiro é menos consumido do que o contrabandeado", afirmou.

Mercado

As vendas e a produção dos vinhos finos nacionais apresentaram queda no ano passado na comparação com 2006. Foram cerca de 21 milhões de litros ante os quase 22,5 milhões registrados anteriormente.


Já os importados tiveram mais uma considerável alta. Passaram de pouco mais de 46 milhões de litros para cerca de 57,5 milhões. De acordo com Danilo Cavagni, diretor de assuntos jurídicos e tributários da União Brasileira de Vitivinicultura, "a questão cambial foi um dos fatores que favoreceu as importações".


O especialista destaca ainda que a alta carga onera muito o produto nacional. "A cada R$100 do preço de um vinho nacional, R$52 são de impostos. Nos outros Países, como Argentina e Chile, esse índice é de apenas 22%", exemplifica Cavagni.


Já a produção nacional de espumantes anda na contramão do restante do mercado de vinhos. Foram aproximadamente 10 milhões de garrafas produzidas. E esses números vêm aumentando de 10% a 20% a cada ano. Em 2001, a produção era de 5,3 milhões de garrafas. Já em 2006 subiu para 9,7 milhões, um aumento de 83%. Nesse mesmo ano, o Brasil exportou 100 mil garrafas de espumantes.


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